O cristianismo 06 – A esperança da vida eterna

29 09 2010

O cristianismo clássico (ou original) prometia a glória ao homem após a sua morte, segundo algumas diretrizes que deveriam ser seguidas para gozar dos benefícios. A negação de Jesus cristo, a afronta a igreja, a heresia, entre outros, se não fossem perdoados pelos sacerdotes implicariam na condenação a danação eterna. A excomungação é um passaporte para o inferno. O medo do inferno é uma arma poderosíssima, como visto anteriormente. Há poder maior do que de um observador onisciente e silencioso?

Nietzsche criticava o cristianismo por seu aspecto de tirar o sentido e propósito da vida terrena. Ela muda o “centro de gravidade” dessa vida para a próxima. Para o cristão essa é apenas transitória, ela é como um “teste”. Sim, pois Deus julgará seus atos e dirá se eles são merecedores do paraíso ou do inferno. E é aí que se manifesta toda a perversidade do cristianismo. Há como negar que é melhor sofrer alguns anos para gozar de um galardão eterno do que padecer uma vida curta e ser enviado a um local de danação eterna?

O catolicismo dá poderes extraordinários à igreja. Em um universo em que o pecado é inevitável, precisamente por ser natural, a figura da remissão dos pecados através da confissão, permite que o padre seja sempre necessário. É o ele que intermedia a comunicação entre os fieis e Deus. Para alguns Deus é absolutamente necessário, tanto como para redimir seus “pecados” ou como um Pai amoroso que o ajudará nas dificuldades (como propõe Freud). O grande problema é que a palavra de Deus foi reunida por esses intermediários em um compendio de livros intitulado Bíblia. Os livros canônicos não são consensos entre os Protestantes, a ICAR e os Ortodoxos. Há também os apócrifos que não foram aceitos não por sua origem duvidosa, mas por contrariar preceitos dogmáticos.

Se não bastasse a dúvida e divergência entre os próprios teólogos quanto a autenticidade ou não de livros sagrados há ainda os grosseiros erros de tradução, alguns até cômicos. Tomem por exemplo o chifre de Moisés vindo de uma tradução errada de raios de luz, para chifres.

O chifre de moisés

E não é estranho supor que todo o pilar em que o Cristianismo está assentado, a concepção divina de Jesus, seja apenas um simples erro de tradução? Estudiosos afirmam que a profecia do messias judaico em Isaias, se tratava não de uma virgem, mas de uma jovem moça.

Vamos falar de exemplos mais recentes para explicar todo o problema derivado dos erros de tradução, esse trecho é um post de Carlos Cardoso para o MeioBit:

1 – A Bíblia dos Adúlteros Em 1631 uma versão da Bíblia na tradução King James foi produzida com uma pequeeena falha: Nos Dez Mandamentos a parte que fala “NÃO cometerás adultério” foi impressa sem o não. Os gráficos foram multados e a edição destruída. Salvaram-se 11 exemplares.

2 – A Bíblia dos Pecadores Essa é de 1716. Em João 8:11 um erro tipográfico trocou “no por on” e o texto virou “Go and sin on more”, “vá é peque mais”

3 – A Bíblia do “isso fica”, publicada em 1805. Um revisor fez uma marcação em uma vírgula, o supervisor escreveu “isso fica” (em inglês, to remain) e o tipógrafo não conversou, escreveu “to remain” no texto final.

4 – A Bíblia do Richard Dawkins OK, não é o nome oficial da “Bíblia dos Tolos”, que em Salmos 14:1 ao invés de “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus.” veio impressa com “Disse o néscio no seu coração: Há Deus.”, o que representa a opinião de muita gente, mas é péssimo para os negócios, tanto que as cópias foram destruídas e os gráficos multados em 3 mil Libras Esterlinas, valor que em 1763 deveria ser Todo o Dinheiro do Mundo.

O baixo nível da taxa de analfabetismo atual, em contrapartida com de séculos mais remotos como na idade média, permite uma detecção mais acurada de erros (a imprensa trouxe mais precisão nas cópias) ou deturpações dolosas, além das malandragens hermenêuticas (como o indescritível pastor “vai e adultera”). O que dizer quando o conhecimento humano estava reduzido ao clero e aos nobres? Foi nesse período que verdadeiramente o cristianismo como nós o conhecemos foi construído. Como garantir que se o Jesus divino realmente existiu, suas palavras chegaram aos nossos tempos sem deturpações? Fé? Ser teísta é ser subjetivo.

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6 11 2010
vanderlei

Tudo é questão de interpretação de interesse, onde existe partidarismo é dificil haver concenso.
Eu entendo que Jesus ensinou que a vida terrena é passageira e não deve ser colocada acima da vida eterna.
Mas dai a dizer que ele incentiva a vida contemplativa ou de desistencia, isso não é verdade:
“Se voce quiser vir após mim pegue a sua cruz e me siga” não falou sente e passe o resto da sua vida rezando.

19 11 2010
Oiced Mocam

Como Jesus de Nazaré se tornou o psicólogo do mundo?

Tudo veio relatado e chegou através da coletânea de textos conhecidos pelo nome de Evangelhos, literalmente boa mensagem, pela palavra que claro, Jesus nunca conheceu. Era um judeu falante do aramaico, um dialeto semita, aparentado ao hebraico, a língua corrente na Palestina. Em seu mundo sobrepunham-se três idiomas: o aramaico do povo, o grego das classes das grandes cidades da Ásia e o latim do dominador romano. De grego e latim, certamente, Jesus nunca soube uma palavra.
Como Buda, Jesus, não deixou nada escrito. Tudo que sabemos dele foi reportado por esses evangelhos, que nos chegam da igreja primitiva, depois que comunidades judaico-cristãs, se espalharam por todas as grandes metrópoles helênico-romanas do Mediterrâneo (Éfeso, Mileto, Tarso, Alexandria, Roma). São textos tardios.
O Evangelho de João deve ter tido sua redação final, mais ou menos cem anos depois da morte de Jesus. Houve centenas de Evangelhos (escritos por pessoas e seguidores de suas idéias). Cada Igreja devia ter o seu, fora quatro deles canonizados pela Igreja, quando esta se organizou como poder. Os demais foram condenados e “negligenciados”, ou através de vagas notícias dos escritores dos três ou quatro primeiros séculos da nossa terra. São os Apócrifos, o Evangelho dos Hebreus, dos Doze ou dos Ebionitas, de Pedro e outras coletâneas perdidas.
Os Evangelhos ditos canônicos atribuem-se a Mateus, Marcos, Lucas e João, discípulos diretos dos discípulos de Jesus. Mateus e Lucas não chegam a um acordo sobre o nascimento virginal ou a genealogia de Jesus. Eles também se contradizem sobre a “Fuga para o Egito” e os escribas não conseguem produzir um mesmo relato para a crucificação e ressurreição. Dizer que Herodes matou as crianças em Belém para matar Jesus, como está em Mateus, é uma parábola. É afirmar que ele é o novo Moisés e Herodes é o novo faraó do Antigo Testamento. São textos escritos em grego, não grego de Platão ou dos grandes escritores de Atenas de quatro séculos atrás.
Como se vê, estamos lidando com uma documentação heterogênea, advinda de várias fontes, freqüentemente contraditórias.

Como achar o verdadeiro Jesus por trás desta floresta de versões sobre sua pessoa, feitos e ditos ?

Parece óbvio que os evangelhos representam a compilação de tradições e transmitidas, oralmente no interior das igrejas primitivas, “feitos e ditos do Senhor”, passados de boca-em-boca, de orelha-a-orelha, evidentemente ampliados e deformados pela imaginação, tão afeita a prodígios. O próprio caráter fragmentário e descosturado dos evangelhos, enquanto textos, confirmam essa hipótese. Os episódios evangélicos são ligados, praticamente, pela conjunção “e”, o que faz deles uma obra aberta, onde outros episódios poderiam, ser inseridos, sem dano ao conjunto. “E Jesus disse”, “E Jesus foi”, “Jesus veio”!

“O Novo Testamento” é, em si, uma fonte altamente duvidosa. Uma das descobertas mais impressionantes do professor Bart Ehrman é a de que o relato da ressurreição de Jesus no Evangelho de Marcos só foi acrescentado muitos anos depois. Mas, de acordo com o Novo Testamento, a coisa podia ser feita de forma bastante simples. Jesus conseguiu isso duas vezes no caso de outras pessoas, com Lázaro e a filha de Jairo, e ninguém parece ter achado importante entrevistar nenhum dos sobreviventes para perguntar sobre suas experiências extraordinárias. Aparentemente ninguém também parece ter mantido um registro de se esses dois indivíduos “morreram” de novo ou não, e como. Caso tenham permanecido imortais, então eles se juntaram à antiga companhia do “Judeu Errante”, que foi condenado pelo Cristianismo primitivo a continuar caminhando para sempre após ter encontrado Jesus na Via Dolorosa. No mesmo dia em que Jesus encontrou aquele passante azarado, ele mesmo foi levado à morte com crueldade revoltante, momento em que, de acordo com o Evangelho de Mateus 27:52-53:

“Abriram-se os túmulos, e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram. E, saindo dos túmulos após a ressurreição de Jesus, entraram na Cidade Santa e foram vistos por muitos”.

Isso parece incoerente, já que os cadáveres aparentemente se ergueram no momento da morte na cruz e na Ressurreição, mas é contado da mesma forma natural que o terremoto, o dilaceramento do véu do templo (dois outros acontecimentos que não despertam a atenção de nenhum historiador).
Essa suposta seqüência de ressurreições serve apenas para abalar a singularidade daquela pela qual a humanidade conquistou o perdão dos pecados. Não há culto ou religião, antes ou depois, de Osíris a vampirismo, passando por vodu, que não se baseie em alguma crença inata no “revivido”.

Se Cristo ressurgiu dos mortos, por que ele não apareceu a seus inimigos?

É possível a ressurreição de um morto, quando não se conhece um entre bilhões? Por que devemos acreditar nisso?
Por que ele não fez outra entrada triunfal a Jerusalém?
Se ele ressuscitou realmente, por que não fez isso em público, na presença de seus perseguidores?
Por que esse milagre, o maior dos milagres, tinha de ser feito em segredo, num canto? Esse era um milagre que poderia ser visto por uma grande multidão – um milagre que não poderia ter sido simulado – um que poderia ter convencido centenas de milhares. Isso foi um acontecimento totalmente improvável ou excepcional. A tolice e a cegueira o são menos! Crer em milagres é não apenas crer sem compreender, o que é ordinário, mas crer por não compreender. Já não é fé, e sim credulidade no inexplicável.

Até hoje os cristãos discordam sobre se o Dia do Juízo devolverá você a velha “carcaça” de um corpo que já morreu ou o reequipará de alguma outra forma. Por enquanto, e revisando até mesmo as alegações feitas pelos fiéis, só é possível dizer que a ressurreição não provará a verdade da doutrina do homem morto, nem sua paternidade nem a probabilidade de outro advento em forma carnal ou reconhecível. Mas há coisas demais sendo “provadas”. O ato de um homem que se oferece para morrer por seus semelhantes é universalmente considerado nobre. A alegação adicional de não ter “realmente” morrido torna todo o sacrifício fraudulento e prostituído.
Assim aqueles que dizem:
“Cristo morreu por meus pecados”, quando na verdade ele não “morreu” de modo algum, estão fazendo uma afirmação falsa em seus próprios termos.

Não havendo testemunhas confiáveis ou consistentes no período de tempo necessário para atestar alegação tão extraordinária, finalmente podemos dizer que temos o direito, quando não a obrigação, de nos respeitarmos o suficiente para desacreditar da coisa toda.
Ou seja , a não ser que, ou até que, sejam apresentadas provas superiores, o que não aconteceu. E alegações excepcionais demandam provas excepcionais. … Nada, na verdade, a não ser o crescimento de uma grande nova superstição, baseada em uma crença, em textos ocultos e fragmentos disponíveis apenas a poucos escolhidos.

“A única decisão responsável é suspender ou anular o julgamento até que os devotos apresentem algo que não seja meramente infantil.”, conforme o jornalista e escritor Cristopher Hitchens, em seu livro “deus não é Grande”, Ediouro, best seller, lançado recentemente.

Não resta dúvida de que por trás desses ditos e feitos, pode ter existido uma pessoa real, de carne e osso ,um Rabi, que levou os romanos a trocarem os deuses por um só Deus. O qual trouxe uma nova moral e que nunca pensou em fundar uma Igreja (minha mensagem só necessita de corações sinceros que a transmitam; não de palácios ou falsas dignidades e púrpuras que a cubram; o amor não necessita de templos ou legiões; deixa que cada espírito encontre o seu caminho. Ai dos que monopolizam Deus ). Embora haja pouca ou nenhuma evidência da vida de Jesus. A figura do profeta Maomé em contraste, que foi pai, político, general e teve registros que comprovam toda a sua existência.

Jesus apenas como um homem, não mais que Confúcio, Buda, Lao-Tsé, Zoroastro, Epicuro… (não como Deus ou filho dele) inspirou os escritores com sua mensagem de paz, não violência e de amor.
O certo é que séculos depois, a cruz, a imagem brutal da sua crucificação, foi usada pelo Cristianismo para trazer a idéia da salvação da “alma” e “vida eterna” que não existia na religião romana. Mas já existia nas antigas religiões egípcias, como fator político.
A cristologia é á maior arma de marketing do mundo a serviço das religiões. E Yeshua, o judeu pobre que morreu praticamente despercebido, (assim como Confúcio) na Páscoa em Jerusalém, ficou conhecido por boa parte do Mundo como Jesus. Talvez ser filho de Deus seja apenas isso.

Os lugares santos cristãos surgiram a partir da visita de Helena, mãe do imperador romano do oriente, Constantino, à cidade. Após a adoção, por seu filho, do cristianismo como prática religiosa, foi ela quem localizou em “Belém” o lugar de nascimento de Jesus e quem encontrou o túmulo de Cristo em Jerusalém.

A disputa entre a ciência e religião pela posse da verdade é antiga.
A primeira batalha foi vencida pela Igreja, que obrigou Galileu a negar suas idéias para não ser queimado vivo. Perdeu quando Darwin provou a Teoria da Evolução e a Origem das Espécies contra a criação Divina, também para Einstein e mais recentemente para as pesquisas do genoma humano.

Pouco a pouco a religião vai perdendo a autoridade para explicar a origem do mundo e do homem. Nas últimas décadas, a Bíblia escrita em uma época de ignorância, superstição e crueldade, passou a ser alvo da ciência como a filologia (o estudo da língua e dos documentos escritos), a arqueologia e a história, que estão provando que o livro mais difundido da história é em sua maior parte, uma coleção de mitos, lendas e propaganda religiosa.

Vamos agora ignorar todas as contradições daqueles que relatam a história original e supor que ela é basicamente verdade. Quais são as conseqüências e a moral da questão do sacrifício humano acontecido há dois mil anos atrás e que tanto impressionou os humanos?

Acompanhar a história não é uma tarefa fácil, mas vamos tentar esclarecer.

Para conseguir o benefício dessa oferta maravilhosa (assim como no Gênesis), fomos levados a acreditar que somos responsáveis pelo açoitamento e pela crucificação, na qual não tivemos participação nenhuma.
Tenho que aceitar que sou responsável pelo acontecimento, embora não estivesse presente. Tenho que assumir a responsabilidade, se não estarei pecando e fugindo a minha responsabilidade e intensificando sua agonia. É exigido que eu acredite que a agonia era necessária, de modo, a compensar um crime anterior no qual também não tive participação, o pecado de Adão. Dessa forma, minha própria culpa na questão é considerada “original” e inescapável e se eu a rejeitar estarei sofrendo mais que no Calvário. Jesus ao mesmo tempo desejava e precisava morrer e foi portanto para Jerusalém na Páscoa para fazer isso. Todos os que tomaram parte em seu assassinato estavam, sem saber, fazendo a vontade de Deus e cumprindo antigas profecias.
Afirmar que: Jesus assumiu nossos pecados; todos pecaram e estão condenados à morte; o pecado destruiu nossa relação com Deus; Deus é amor e por isso decidiu nos salvar; Jesus liberta da enfermidade; restaura a vista dos cegos (Lucas 4:18); salva o homem (Efésios 2:8); tome a sua cruz e seja feliz; crendo em Jesus receberemos a vida eterna (João 5:11-13; João 17:3; 3:16). É uma questão individual de aceitação puramente de fé religiosa.

A coletivização da culpa, em síntese, é totalmente imoral em si, não mais do que uma questão de crença e fé, como a religião ocasionalmente foi obrigada a admitir. E ainda os cristãos dizem que após a sua crucificação Jesus “desceu ao inferno”, onde teria salvado ou convertido os mortos. A religião legitima tudo isso, o que nos leva a crer que as religiões (e as igrejas) são fabricadas e ainda competem no mercado.

Esse exemplo de vida transmitido pelos evangelhos sobre Jesus, agora estamos recebendo pela mídia eletrônica que disputam seus fiéis para sua fileiras. Estão usando a figura Dele (simples e silenciosa) indevidamente como lugar de venda da fé. Cristo tornou-se o “marqueteiro” das religiões como a solução de todos os problemas. Milhões são gastos diariamente em uma avalanche de programas de televisão em rádios e jornais. Diante de tantos convites para uma determinada fé, em detrimento de outra, é difícil não ficar em dúvida de qual é a verdadeira religião a ser seguida. A exposição exagerada da fé cristã, está tornando a religião em algo banalizado e tão comum que as pessoas não estão se dando conta de quanto deveria ser o cuidado e respeito que o nome de Jesus deveria ser usado.

Será que o Jesus Cristo dos cristãos anunciador de Deus, se sente bem como mero produto de venda e consumo ? Será que ele está feliz ao ser apresentado dessa forma como a solução de todos os problemas?

Numa fase em que a condição de filho de Deus não está muito clara. Quer ampliar conhecimentos e estudos bíblicos, com humor e ironia? Leia o livro “O Cordeiro”, de Cristopher Moore, absolutamente hilariante. Cristo surge como jamais surgiu na Bíblia: quando era criança e adolescente.
Esse livro me faz lembrar o filme que o grupo inglês de humoristas Monty Python fez em “A vida de Brian”. Na tela, um falso Cristo quanto mais erra, mais acolhe seguidores.

O que os crentes farão agora que sua fé é opcional, se querem sofrer como “joelho de freira” na Semana Santa. É particular é irrelevante é problema deles. Não devemos nos importar, desde que não façam tentativas de inculcar a religião por qualquer forma de coerção e através de dogmas. Somos humanos e livres e nada pode ser imposto. Temos que ter a nossa opção de vida e livre escolha nessa sociedade cristã e patriarcal com raízes históricas.

Sempre preferirei a honestidade da dúvida – embora me considere ignorante quanto a tudo que sei – o tipo de consciência em que haja progresso em qualquer tipo de conhecimento. Tudo deve ser uma livre escolha consciente de cada um.
Quando você se livrar de suas antigas heranças, convicções e doutrinações incoerentes, hipóteses, supertições (que já existiam há milhares de anos, para o bem e para o mal), inflamadas pelo fogo da religião, com certeza irá se sentir melhor e permitir que sua mente livre pense por conta própria e com sabedoria.
ou,

“Não acredito que, medindo vantagens e desvantagens, a crença religiosa tenha sido uma força a favor do bem.
Embora esteja disposto a admitir que em certas épocas e lugares produziu bons resultados, considero-a pertencente à infância do raciocínio humano,
a uma fase de desenvolvimento que já estamos superando.”

Bertrand Russel

8 11 2010
saracura2

interessante! Imaginem os erros de tradução do passado de ignorantes! Quando foram contos passados por gerações….os acréscimos, as idiotices..as absrudidades….realmente não é um livro muito digno…
abraço

12 11 2010
Dhiogo

Ele mandou o sujeito vender as posses. Vanderlei. Vai dizer que os Franciscanos tinham vida? Agora com o consumismo atual as coisas mudaram. Aguarde o próximo texto.

19 11 2010
Oiced Mocam

Na escolha dos textos que deveriam entrar no Novo Testamento, tiveram preferência aqueles que mostravam que Jesus morreu e ressuscitou no terceiro dia e reforçavam que Ele teria vindo confirmar as profecias do Antigo Testamento.
Até se chegar na Bíblia tal qual ela é hoje houve brigas de grupos de ideologia, por motivos doutrinários e sociopolíticos, disse o cientista da religião Luigi Schiavo, da Universidade católica.

O escritor H. L. Mencken diz de forma irrefutável em seu livro Treatise on the Goods:

“O fato simples é que o Novo Testamento, como o conhecemos, e uma acumulação atabalhoada de documentos mais ou menos divergentes, alguns deles provavelmente de origem respeitável, mas outros claramente apócrifos, e a maioria deles, tanto os bons quanto os ruins, mostram sinais inequívocos de terem sido adulterados.”

A Bíblia, é considerada de Inspiração Divina, mas passou pelo raciocínio humano, porque grupos de pessoas decidiram quais eram os livros que deveriam entrar.
Ao longo dos anos, surgiram inúmeras versões da Bíblia e muita gente entrou em cena para traduzir as Escrituras Sagradas. Sabemos que são 1.328 capítulos, que possui 40.030 versículos, que suas palavras no texto original são 773.692, que a palavra Javé, o nome sagrado de Deus, aparece 6.855 vezes.
O Novo Testamento conta a vida de Jesus Cristo, o “carpinteiro” da aldeia de Nazaré que se proclamou filho de Deus encarnado na Terra para dar continuidade ao projeto divino.
Jesus não deixou nada escrito. Foram os apóstolos e discípulos os autores dos relatos sagrados. Muitos erros foram feitos nas cópias, erros que às vezes mudaram o sentido dos textos. Em certos casos, tais erros foram propositais, de acordo com a teologia do escrivão. A julgar pelo último livro da Bíblia cristã, o Apocalipse (que descreve o fim do mundo), o receio de ter suas narrativas “editadas” era comum entre os autores do Novo Testamento.
No versículo 18, lê-se uma terrível ameaça: “Se alguém fizer acréscimos às páginas deste livro Deus o castigará com as pragas descritas aqui”. Uma verdadeira baderna teológica, nos primeiros séculos do cristianismo, com montes de seitas defendendo idéias diferentes sobre Deus e o Messias.

Ou Cristo era divino, ou não era. Se a Bíblia é um livro comum, e Cristo era um homem comum, então a doutrina básica do cristianismo é falsa. Se a Bíblia é um livro comum, e Cristo era um homem comum, então a história da teologia cristã é a história de homens estudiosos dissecando uma ilusão coletiva. Se Cristo disse e fez o que os escritores dos Evangelhos dizem que ele disse e fez, então Cristo estava enganado. Se estava enganado, então certamente não era um Deus. Se estava enganado, certamente não era inspirado.

E se os princípios básicos do cristianismo são verdadeiros, então há surpresas extremamente desagradáveis à espera de descrentes como eu que já foram cristãos.

Como diria o meu médico. – “Se a Bíblia provasse a existência de Deus, as revistas em quadrinhos provariam a existência do Super-Homem”.
Do meu Blog:
http://livrodeusexiste.blogspot.com/

13 12 2015
OICED MOCAM

Novidade! Lançamento do livro digital formato E-Book:

Book Trailer do Livro Apresentação:

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